QUAL É O PREÇO QUE QUER PAGAR?

Agosto 1, 2018
Tina Duarte

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Nas últimas semanas, teve lugar de destaque na imprensa internacional a notícia sobre a polémica tradução para alemão do Livro Branco do Brexit. O governo britânico considerou a utilização de traduções do documento numa tentativa de contornar o contacto com a Comissão Europeia e negociar diretamente com os Estados-Membros. No entanto, este movimento acabou por ser um grande passo em falso já que o documento traduzido chegou mesmo a ser ridicularizado e alvo de fortes críticas pela sua fraca qualidade e por ser considerado como praticamente incompreensível, devido à utilização de linguagem desadequada e até pela existência de vários erros ortográficos.

Mencionei em artigos anteriores a importância e o valor inestimável de uma boa tradução, por isso, o episódio protagonizado pelo governo de Theresa May é um bom exemplo do que não se deve fazer. Tendo por base as notícias de vários jornais e redes sociais, poderemos deduzir também que:

  1. o responsável pela tradução do documento não era nativo. Teria conhecimentos da língua mas, não sendo nativo, não deveria traduzir para uma língua que não domina perfeitamente. Dessa falta de domínio total resultaram soluções de tradução pouco adequadas que comprometeram a compreensão plena do conteúdo.
  2. não existiu revisão, nem controlo de qualidade final